Carta de apresentação


O SECRETO MILAGRE DA POESIA

Sentimo-nos bem com seu contacto.
Disertamos sobre as suas maravilhas.
Auscultamos pequenas portas do seu mistério
e chegamos a perder-nos com prazer
no remoínho do seu interior.
Apercebemo-nos das suas fragilidades e manipulações.
Da sua extrema leveza.
Do silêncio de sangue e da sua banalização.

Excerto

in Rosa do Mundo

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9 de janeiro de 2012

Já faz tempo e foi tão lindo: António Mateo Allende



Já faz tempo e foi tão lindo,
que as vezes aturdido,
pergunto à minha razão
se teria de facto ocorrido 
ou foi pura ilusão.

Apenas se escutava,
adornando o silêncio,
uma canção envergonhada.
Oh, que presente dos céus,
que, com milhões de estrelas,
uma guarda de honra formava.

Recém-chegada a brisa
distraía-se com o seu único desejo:
tão-somente acariciar o meu rosto,
tão-somente afagar-te, com um beijo.

António Mateo Allende
(Argentina)

Ansiedade por te escutar: António Mateo Allende


Ansiedade por te escutar,
gratidão por te ter,
necessidade de te abraçar,
alegria em te ver,
fascinação ao te olhar,
obsessão por te beijar
e também por te compreender.
Entregar-me, admirar-te,
sonhar contigo proteger-te,
sentir saudades, desconhecer-me…
Tudo isso é amar-te!

Os meus lábios a outros unidos,
para mim o beijo era só assim.
Não tinha a minha boca sentido
o néctar dos teus beijos em mim.

Uma pulsação explosiva
parece romper em pedaços
o meu coração, fibra a fibra,
quando te tenho nos meus braços.

António Mateo Allende
(Argentina)
photo by Google

13 de dezembro de 2011

Por acaso duvidas de que te amo loucamente? António Mateo Allende



Por acaso duvidas
de que te amo loucamente?
Olha, pois, bem nos meus olhos,
e vê que brilho mais ardente…
É que para eles se incendiarem,
basta os teus olhos me olharem. 
Por acaso tens ideia
de como é estar apaixonado?
Escuta o meu coração,
como está descompassado,
bate louco, alucinado. 
Por acaso não acreditas
que sem ti posso morrer?
Para onde olha o girassol
na ausência do astro eterno?
Sem ti, eu pereceria
como as folhas no Inverno.

António Mateo Allende
(Argentina)

Perguntas se penso em ti


Perguntas se penso em ti                      
mesmo quando não estás ao meu lado;
se estás em mim, sempre presente,
se as saudades me põem angustiado…

Estás sempre na minha mente!
as estrelas podem-no testemunhar:
passo a noite a contempla-las,
buscando o brilho do teu olhar.

Meu amor…
É tão óbvia a pergunta,
que óbvia resposta espera.
Como indagar uma flor,
se sente falta da primavera?

A ti que inventaste as primaveras,
E semeaste o céu com tantas estrelas,
Que desenhavas o arco-íris há tantas eras,
Que tornas as manhãs tão singelas…

Deus, que tudo podes,
Poderias realizar o meu desejo?
Quisera eu que o tempo parasse
no momento em que a beijo…

António Mateo Allende
(Argentina)

Os meus lábios a outros unidos


Os meus lábios a outros unidos,
para mim o beijo era só assim.
Não tinha a minha boca sentido
o néctar dos teus beijos em mim.

Uma pulsação explosiva
parece romper em pedaços
o meu coração fibra a fibra,
quando te tenho nos meus braços.

António Mateo Allende
(Argentina)

Nesta noite a solidão


Nesta noite a solidão
mergulhou-me na quietude do silêncio
e uma explicação,
que não paro de procurar,
o céu me está a dar.

Estou a ver se compreendo
aquilo que não entendo:

Como podes já não me querer,
se antes tanto me amavas?
como mais feliz poderás ser
do que quando em meus braços estavas?

O leve ruído da brisa
confunde-se com o meu tormento,
como se fosse um soluço
ou um triste lamento…

Mas descubro que é a minha voz
que, com um esforço tremendo
e sem se dar por vencida,
vai suplicando sem parar,
uma e outra vez a ecoar,
o teu nome minha querida.
             
António Mateo Allende 
(Argentina) 

De nada teria servido ter o dom de adivinhar

De nada teria servido
ter o dom de adivinhar,
saber o instante preciso
em que deixas-te de me amar.

Ter-me-ia rendido, impotente,
tentando os erros emendar.
Hoje a razão domina a minha mente,
mas era o coração a governar!

Dizem que quando o amor morre
não é por só um ter falhado.
Mas connosco não é assim que ocorre:
por amar-te assim, tanto,
sou apenas eu o culpado.

António Mateo Allende
(Argentina)

Como dizer que te amo

Como dizer que te amo
com toda esta distância?
Como fazer com que saibas
que no meu pensamento és constância,
e que me fazes muita falta?

Quisera eu encontrar um anjo
ou talvez uma ave encantada
que leve a ti mais de mil beijos
e os espalhe na tua almofada.

Como fazer para que a brisa,
passando, de madrugada,
leve até ti mil carícias
e as espalhe na tua pele rosada?

Quem me dera com as estrelas,
escrever algo belo no céu…
Assim ao ergueres o olhos,
tu lerias! “Sou todo teu!”

António Mateo Allende
(Argentina)