Carta de apresentação


O SECRETO MILAGRE DA POESIA

Sentimo-nos bem com seu contacto.
Disertamos sobre as suas maravilhas.
Auscultamos pequenas portas do seu mistério
e chegamos a perder-nos com prazer
no remoínho do seu interior.
Apercebemo-nos das suas fragilidades e manipulações.
Da sua extrema leveza.
Do silêncio de sangue e da sua banalização.

Excerto

in Rosa do Mundo

Mostrar mensagens com a etiqueta Augusto Casimiro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Augusto Casimiro. Mostrar todas as mensagens

28 de dezembro de 2013

Ausência: Augusto Casimiro


Ausência é viver a vida
Longe de nós ... É lembrar
Com a alma adormecida
Pra não sofrer, se acordar.

Ser amado e ser ausente
Pode lá ser?! Pois há quem
Sendo "amado e amando tente
A distância, ornar, o além?

É como andar degredado
Longe da própria ventura,
Ser ausente e ser amado ...

É tomar nas mãos a dor,
Transformá-la em formosura,
Tornar o Amor mais Amor...


Augusto Casimiro
Portugal 1889-1967
photo by Google

3 de fevereiro de 2012

Escuta, meu amor: Augusto Casimiro

Escuta meu Amor, quando eu voltar
De tão longe, e avistar de novo o Tejo,
O meu Restelo que em saudades vejo
Como outra Índia a conquistar

Quando a minha alma inquirida sossegar
Este voo indomável, num adejo,
E o amor e o céu e Deus, vivos num beijo,
Iluminarem todo o nosso lar:

Quando, meu Santo Amor, voltar o dia
Do primeiro regresso, e a aleluia
Madrugar tua alma anoitecida...

Hás-de embalar-me sobre o teu regaço
Arrolar, encantar o meu cansaço...
E então será o meu regresso à Vida!

Augusto Casimiro
(Portugal 1889-1967)