Carta de apresentação


O SECRETO MILAGRE DA POESIA

Sentimo-nos bem com seu contacto.
Disertamos sobre as suas maravilhas.
Auscultamos pequenas portas do seu mistério
e chegamos a perder-nos com prazer
no remoínho do seu interior.
Apercebemo-nos das suas fragilidades e manipulações.
Da sua extrema leveza.
Do silêncio de sangue e da sua banalização.

Excerto

in Rosa do Mundo

Mostrar mensagens com a etiqueta Índia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Índia. Mostrar todas as mensagens

28 de março de 2016

Anónimo, Índia: Aonde vais na noite escura?




Aonde vais na noite escura?
Ao encontro daquele por quem o meu coração anseia
E sendo formosa jovem e insegura
não tens medo de ir sozinha?
Sozinha? Não. Armado de arco e flechas
o amor faz-me companhia




Anónimo
Índia Séc. IV a.C.
Trad. Jorge Sousa Braga
in Rosa do Mundo – 2001 poemas para o futuro
Editor: Assirio & Alvim
photo by Google

22 de novembro de 2015

Anónimo, Índia: As manchas vermelhas de bétele



As manchas vermelhas de bétele
As negras marcas do aloés
O aroma dos cremes perfumados
As pegadas de laca
As flores caídas das suas tranças
Nos lençóis em desalinho
Deixam supor
As diversas posições que adoptou a amada
Com o seu amante enquanto faziam amor




Anónimo
Índia Séc. V
Trad. Jorge Sousa Braga
in Rosa do Mundo – 2001 poemas para o futuro
Editor: Assirio & Alvim
photo by Google

19 de outubro de 2015

Anónimo, Índia: Esta mesma lua ilumina a minha amada

Esta mesma lua ilumina a minha amada
O vento acariciou já o seu rosto
A lua impregnou-se da sua beleza
e o vento do seu perfume

Quem ama de verdade pouco lhe basta
para suportar a separação…
Que ela e eu respiremos o mesmo ar
e que os nossos pés pisem o mesmo chão



Anónimo
Índia Séc. IV a.C.
Trad. Helder Moura Pereira
in Rosa do Mundo – 2001 poemas para o futuro
Editor: Assirio & Alvim
photo by Google

27 de agosto de 2015

Anónimo, Índia: Suspiro por vê-la quando estamos separados
















Suspiro por vê-la quando estamos separados
Anseio por abraça-la quando a vejo
E quando abraço essa beleza de olhos rasgados
Fundir-me com ela é o meu único desejo



Anónimo
Índia Séc. IV a.C.
Trad. Jorge Sousa Braga
in Rosa do Mundo – 2001 poemas para o futuro
Editor: Assirio & Alvim
photo by Google