Carta de apresentação
O SECRETO MILAGRE DA POESIA
Sentimo-nos bem com seu contacto.
Disertamos sobre as suas maravilhas.
Auscultamos pequenas portas do seu mistério
e chegamos a perder-nos com prazer
no remoínho do seu interior.
Apercebemo-nos das suas fragilidades e manipulações.
Da sua extrema leveza.
Do silêncio de sangue e da sua banalização.
Excerto
in Rosa do Mundo
6 de maio de 2022
Paulo Henriques Britto, Bonbonniêre
Ana Cristina Cesar, Anônimo
Ana Cristina Cesar, Arpejos
Fernando Paixão, Cantiga D' amiga
Arnaldo Antunes, Trepar é o melhor remédio
Carlito Azevedo, Sob o duplo incêndio
Laurindo Rabelo, Décima
Laurindo Rabelo, Pode apalpar, pode ver
Laurindo Rabelo, A coisa pode encostar
5 de maio de 2022
Rupi Kaur, Dantes chorava porque
Rupi Kaur, Num mundo que considera que
num mundo que considera
que o meu corpo não é meu
dar-me prazer
é um ato de autopreservação
quando me sinto desligada
conecto-me com o meu centro
toque a toque
retiro-me para dentro de mim
no orgasmo
Rupi Kaur
Índia 1992
in corpo casa
Editor: Lua de Papel
photo by Google
Rupi Kaur, Quero que apagues tudo
quero que apagues
tudo o que sabes sobre o amor
e comeces com uma palavra
gentileza
dá-lhe a tua gentileza
e que ele seja gentil contigo
sejam dois pilares
iguais no vosso amor
e conseguirão carregar impérios aos vossos ombros
Rupi Kaur
Índia 1992
in corpo casa
Editor: Lua de Papel
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Rupi Kaur, Enrolo as minhas pernas sagradas
enrolo as minhas pernas sagradas
na sua cabeça pesada
e deixo que a língua dele nade
a caminho da salvação
-batizar
Rupi Kaur
Índia 1992
in corpo casa
Editor: Lua de Papel
photo by Google
Rupi Kaur, O meu corpo está excitado por te desejar
o meu corpo está excitado por te desejar
que já estou molhada quando despimos a roupa
quero aquele amor que
me transporta
para outro reino
quero-te tão profundamente
que entramos no mundo do espírito
vamos da doçura à brutalidade
quero olhos nos olhos
afasta as minhas pernas
cada uma para seu lado
e vê com os teus dedos
quero que toques a minha alma
com a ponta da tua alma
quero sair deste quarto
diferentes pessoas
-consegues?
Rupi Kaur
Índia 1992
in corpo casa
Editor: Lua de Papel
26 de dezembro de 2017
Tânia Diniz, Reinos
Tânia Diniz, Penélope
Espero.Tânia Diniz, Luas
12 de agosto de 2017
Oswaldo Montenegro, Metade
18 de fevereiro de 2017
Pedro Chagas Freitas, Amo-te por culpa de quem…
Pedro Chagas Freitas, Preciso de Ti
O amor é bem capaz de ser a melhor maneira de nos encontrarmos connosco.
Preciso de ti para saber de mim.
Sei-o sempre que por minutos parece que vou perder-te, numa discussão das que vamos tendo. Discutir é abrir a válvula do amor, deixá-lo respirar, sangrá-lo para poder regressar à estrada. Nenhum amor aguenta sem sangrar.
Preciso de ti para pensar em mim.
Sei-o porque quando parece que vais eu vou também, deixo de saber quem sou, como sou. Para onde vou.
Preciso de ti para precisar de mim.
E os que não me entendem que vão para o raio que os parta. Os que dizem que isto não é nada recomendável, que isto não devia ser assim, que eu devia ser capaz de ser o que sou sem precisar de ti. Infelizes.
Preciso de ti para cuidar de mim.
O amor é bem capaz de ser precisar do outro para cuidarmos de nós.
E eu cuido-me. Quero estar viva para te poder amar. Conheces melhor motivo do que esse? É claro que amo os meus pais, a minha família toda, os meus gatos, aquilo que a vida me tem dado. Mas se quero estar viva é antes de mais nada porque é a vida que te traz até mim.
Mudei a vida toda para te dedicar a minha vida.
E sou feliz. E não deixo de ser a mesma mulher que sempre fui. Não deixo de ser a mulher com cabeça, com ideias. Não deixo de ser a mulher singular que se apaixonou por ti e que te apaixonou também.
Sou mais eu sempre que sou tua.
E sou sempre tua.
Amo o que me fizeste ser. O que me fazes ser. Amo a mulher em que contigo me tornei. Amo saber que tenho em mim o que te faz querer-me em ti. Somos os dois prisioneiros mais livres de todo o universo. Somos os dois escravos mais felizes da História da Humanidade.
Escraviza-me completamente e faz-te escravo de mim, ordeno-te.
Não seguimos os manuais. Os manuais que ensinam o amor em part-time, o amor saudavélzinho. O amor em doses. O amor dividido em rações. O amor como uma empresa. Que tristeza.
Consumimo-nos sem moderação porque se é moderado já não é amor.
Somos ridículos na maneira como nos amamos mas só quem nunca amou é ridículo.
O amor é bem capaz de ser a melhor maneira de ser ridículo.
Pedro Chagas Freitas, Prometo Falhar
16 de outubro de 2016
Raquel Rodrigues, As carnes revoltas em cio

As carnes revoltas em cio
Raquel Rodrigues, O fogo é uno
O fogo é uno
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9 de outubro de 2016
Raquel Rodrigues, O esboço dos sexos
Raquel Rodrigues, Corre a seiva nos meandros...
Corre a seiva nos meandros das coxas







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