Carta de apresentação


O SECRETO MILAGRE DA POESIA

Sentimo-nos bem com seu contacto.
Disertamos sobre as suas maravilhas.
Auscultamos pequenas portas do seu mistério
e chegamos a perder-nos com prazer
no remoínho do seu interior.
Apercebemo-nos das suas fragilidades e manipulações.
Da sua extrema leveza.
Do silêncio de sangue e da sua banalização.

Excerto

in Rosa do Mundo

23 de março de 2013

Quando amo uma mulher: Casimiro de Brito

Quando amo uma mulher é como
se amasse todas as matérias
do mundo uma só boca onde pouso
a língua uma só fenda que me leve
por montes e vales neve incandescência
aos rios silenciosos
que nascem do fundo.

Casimiro de Brito
(Portugal 1938)
in 69 poemas de amor
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